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domingo, 23 de outubro de 2011

A Força


Se as circunstâncias da vida me faz descer até o mais profundo
abismo de minha alma, e se nesta profundeza, por algum
momento ou motivo não encontrar consolo para o meu coração,
e se as lágrimas não forem o bastante para me sentir renovado, e
se as luzes do futuro se converterem em trevas e desilusão, o que farei?
com minhas mãos cavarei mais profundo ainda do que a própria sorte
conseguiu, por um momento me deleitarei com o desfortúnio...
Mas na certeza que quanto mais fundo um homem descer,
quanto mais baixo a vida lhe jogar, mais elevado será
a altura que ele atingirá, porque também
foi assim com grandes homens...

Dalton Rocha

terça-feira, 6 de setembro de 2011


Em algum momento da vida
você encontrá uma pessoa que irá olhar
em seus olhos, e sem receio algum lhe
dirá verdades sobre ti, verdades que
nenhuma outra pessoa que conviva a
bastante tempo teria coragem de lhe dizer...
Assim descobrirá que a verdade que formava sobre si
não era tão perfeita como parecia ser...
E que a perfeição que imaginava sobre si só fazia com que
você mesmo se sentisse melhor...

Dalton Rocha

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

As Mulheres...


As mulheres são dotadas de beleza, um encanto
aos nossos olhos... um azeite para as nossas vidas,
um fluido Humectante para o nosso corpo, uma poesia formada,
construída de forma inteligente e bela. Feias ou bonitas ao
degustarmos seu seio sempre sentiremos prazer...
Há aquelas que nascem com o dom de ser companheira,
outras boas mães, no outro pólo inteligentes, em fim,
sempre cheias de qualidades umas mais outras menos.
Há aquelas que são irreverentes e não bendizem o ventre
fértil a qual a natureza lhe premiou... Feministas radicais...
fico a imagina para que serve tal tipo de mulher?
É talvez, sirva para o sexo, prazer descompromissado...
Dalton Rocha

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Insatisfeito


A tempos sinto uma grande vergonha,
e isso fez com que o papel não riscasse mais meu lápis,
aquilo que percebo não pode ser simplesmente
descrevido em um papel, sinto vergonha por não poder faze-lo.
Como posso descrever? Não desejo que sejam quimeras,
Pois aquilo que vejo está além. Seria um desrespeito com
tudo e com todos.


Dalton Rocha

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Eis ai




De olhos abertos não vejo a luz na escuridão
Fecho-os e assim dissipa-se tudo o que é trevas.
Vejo homens que estão vivendo em casulos,
outros acreditão em mentiras para torna
a vida mais fácil. É verdade, a anos nos
contam mentiras com tanta profundidade que até
parece verdade, eis ai o vício dos homens.

Dalton Rocha

terça-feira, 20 de julho de 2010

Para você


Seus dedos estão roxo,
seus olhos opacos.
Nestes abraços sinto seu corpo frio,
estás a caminhar e não sinto o pulsar
de seu coração, sua ausência enquanto matéria
seria um favor a si próprio.
Seu corpo perdeu a validade.
Sua matéria está destinada a ficar neste verso.

Dalton Rocha

segunda-feira, 28 de junho de 2010


O Analfabeto Político
Berthold Brecht

O pior analfabeto
É o analfabeto político,
Ele não ouve, não fala,
nem participa dos acontecimentos políticos.

Ele não sabe que o custo de vida,
o preço do feijão, do peixe, da farinha,
do aluguel, do sapato e do remédio
dependem das decisões políticas.

O analfabeto político
é tão burro que se orgulha
e estufa o peito dizendo
que odeia a política.

Não sabe o imbecil que,
da sua ignorância política
nasce a prostituta, o menor abandonado,
e o pior de todos os bandidos,
que é o político vigarista,
pilantra, corrupto e o lacaio
das empresas nacionais e multinacionais.

sábado, 26 de junho de 2010

A Moeda




A "moeda" possui diâmetro, espessura.
Ela possui dois lados, dependendo se muito
ou pouco pode variar o seu valor.

A "moeda" pode distinguir as pessoas,
pode da "valor" aquilo que não possui,
pode comprar "alegrias," regalias.

A vida não é bilateral,
seu diâmetro não tem fim.
Quem pagará seu valor?

O amor tem o poder de unir as cores,
seu valor é imensurável.
O amor tem o poder, o poder de gerar vida.


Dalton Rocha!

quinta-feira, 24 de junho de 2010


Isso é de fato irrisório.
seu veneno, é como o de uma taipan,
corroí os rins, mata, tira o valor próprio,
é pode até lhe dar uma zupam.

Assim, zupam pode velam
seu cérebro vai selam
preferível o coração gelam
e não ser cortado como uma rã.

Coitado do quer for dominado pela flamme.
freneticamente pensando. Paralisado pela mamba.
Ardentemente, louco sob o fulgor da flamme ame,
ai ai ai! FUJA ,FUJA DA FLAMME...


Dalton Rocha

terça-feira, 22 de junho de 2010

Ao Povo Nordestino


A terra é árida
Calejadas estão as mãos...
Esperamos com fé as chuvas do verão...
O suor escorre pelo rosto...
Mesmo sendo fundo, água não da no poço...


Nós somos um Povo trabalhador,
esperamos dos céus recompensas
porque há dignidade em nosso labor...


O povo está cansado, não do labor!
mas dos grandes que tentam comprar
nosso voto em troca de um "favor".


Sem escrita sem diploma, mas o povo não
é bobo, não tem caneta nem papel,
só em rimas a história foi contada, não
se perderam não, e foi o caboco com suas mãos
que fez virar literatura de cordel.


Dalton Rocha

terça-feira, 15 de junho de 2010

Poema Meta


Sim, meu corpo máteria está
preso neste Verso.
Sou indivisível, e meu espírito
deve está em união
com o Absoluto.

As vezes sou um com o todo,
mas confesso que
tem horas
que meu Eu com o todo
não é nenhum.



Dalton Rocha

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Eis o Que Temo


Eis o que temo
Temo o calor do sol o céu claro,
o brilho das estrelas a
beleza de um luar.

Eis o que temo
A compaixão dos fracos,
os aplausos da multidão,

Eis o que temo
À cegueira da paixão,
a certeza inflexível.

O que temo?
As aparências!

Dalton Rocha

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Metamorfose


Não me lembro ao certo quando
Soltei meus primeiros versos...
Lembro-me que a música era minha
inspiração. A música tornou-se de fato poesia.

Lembro, pequenos epitáfios antecipados que podiam
Dizer grandes coisas... lembro-me de meus
Últimos versos, e estes são os primeiros que
Precedem os novos... adentro em algum lugar.

De meu interior, não sei bem onde, e busco letras
Que formem sílabas, sílabas que formem palavras, palavras
Que formem frases, frases que formem poesias, epitáfios,
Textos enfim, mas que expressem claramente aquilo que vejo.


Dalton Rocha

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Meus Últimos Versos...


Ao olhar-me neste espelho entre
Estas paredes claras de aspecto sombrio
Vejo o brilho que há em meus negros olhos,
desço nas profundezas do abismo que há em meu ser.

Um encontro com meu eu, minha alma,
A essência que estou a cada dia por criar.
Minhas mãos manchadas, ensanguentadas...
Não nego, aquilo que sou é fruto de minha história,

Negá-la seria apagar minha existência.
Sou o único herdeiro de minhas ações.
Mas a pergunta é simples: suas escolhas
Tem melhorado seu modo de viver?



Dalton Rocha

terça-feira, 25 de maio de 2010

Candanga
para Paulo Bertran

Candanga, a alma leve dos cerrados,
a moça e seus cabelos, nos longes de Goiás.
Candangos nós, teus filhos de adoção.
Candangos nossos filhos,
nascidos do teu chão.

A mão que te acenou de tão distante
foi quem prometeu que te faria.
Trocou o talvez por neste instante,
e a cidade assim se fez.

Candangos Vladimir, Bertran, Oscar, Sayão.
Candangos Lúcio, Vera, Nicolas, Bulcão
Candangos Teodoro, Cássia, Renato, Catalão.

Misteriosos como os campos de cerrados
de longe, apenas troncos retorcidos
de perto, segredos revelados:

água de mina, raízes, folhas, flores
beleza pura que explode por detrás
dos detalhes escondidos na aridez
da vastidão dos campos de Goiás.

Paulo José Cunha
Poema classificado em 3º lugar no Concurso Nacional de Poesia “Brasília: 50 anos”


Poesia é remédio pra alma e pode até salvar vidas

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Sem Titulo/ Titule VocÊ!



És tua a lembrança amada, que estás em meu peito
não perderia eu uma noite contigo sem lhe proporcionar
o mais intenso prazer, seria o grande amor de sua vida e oscilaria
como um grande amante, tocaria levemente seu rosto e o cobriria com delicados beijos, sussurraria em seu ouvido palavras de amor. Passearia com minhas mãos suavemente por parte de seu corpo e a outra cobria com beijos ardentes inflamados por uma paixão arrebatadora, que nos levaria ao mais alto dos céus e nos queimaria com um fogo tam ardente que os infernos até hoje não tiveram e invejariam ter, usaria as mãos como um hábil escultor, tocaria todas as suas curvas, e depois de ama-la e excita-la e de faze-la rainha e meretriz com meu ligam ereto lhe penetraria... e com o fim de nosso orgasmo colocaria sua cabeça sobre meu peito e num descanso eterno lhe amaria ternamente.
Dalton Rocha
Um Abraço


Anima Kátharsis Para Todos!





quarta-feira, 28 de abril de 2010

Ultimo Canto









O coração inchou-se




A alma escureceu-se

As lágrimas secaram-se

branco sorriso, amarelou-se

em si mesmo perdeu-se.


Alegria do vinho no calíce

outrora, agora é embriaguez

claramente para que veja-se

em toda essa morbidez.

Ultimo canto do cisne

Ultimo mugido do boi.

Dalton Rocha
Um Abraço
Anima kátharsis Para Todos!!!

domingo, 25 de abril de 2010

Dama-da-Noite













Sinto seu perfume que me atrai
fragrância envolvente...
do mundo real me retrai
seu mover para mim é atraente

Alguns dizem que traz a morte
outros temem contigo encotrar-se
superstição para o coração forte
que não teme despedaçar-se.

Quero mais uma noite te encontrar
pelas ruas calmas e escuras...
venhas comigo amada se abarcar
noites minhas, noites suas, nossas noites escuras.

D' dia calas e só na noite que podes cantar
és um deleito para os mortais
venhas sempre em meu ouvido sussurrar
de minhas mãos as suas, oh amadaDama-da-noite não apartais...


(Dalton Rocha)


Um Abraço


Anima Katharsis Para Todos!!!

terça-feira, 9 de março de 2010

Quem é este lírio!?

Quem é este lírio?
cheio de beleza e de aparência suave?
alguns o julgam frágil,outros não entendem como pôde nascer em lugar tão
argiloso, em meio a tantos obstáculos que queriam o sufocar,
de aparência doce, e que traz em sua essência amor pela vida,
capaz de enfrentar os grandes "espinhos" que os impediam de crescer.
Ainda há quem subestime esta flor, dotada de coragem, que poderia
escolher nascer entre os montes ou á beira de um riacho calmo e seguro...
Quem é este lírio?És tu mulher!
que escolhes-te nascer em uma sociedade injusta, escrava de um falso
avanço industrial... que "lutou e luta" para que seus direitos sejam respeitados,
e que "marchou e continua a marcha", para ser ouvida...Não sabemos até quando o "inexplicável fogo" irá impedir você de falar, mas só sabemos que tu nunca deixará de lutar...


(Dalton Rocha)